9.10.2019—2.2.2020
SESC 24 DE MAIO,
SÃO PAULO PT EN

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INSTITUCIONAL

O FESTIVAL QUE VIROU BIENAL

Com novo nome, a 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil honra uma longa história de mudanças estratégicas e ajustes de rota. Como fez ao internacionalizar sua mostra principal, em 1990, ao definir seu foco na produção do Sul global, em 1994, e ao abrir-se a todas as linguagens artísticas, em 2011, o Videobrasil volta a afirmar sua natureza permeável aos tempos: um organismo vivo e em atualização constante.

Mais do que sacramentar uma periodicidade, o termo Bienal reflete a percepção de que nossa prática investigativa e direções curatoriais nos aproximam do papel desempenhado por bienais internacionais como as de Sharjah, Cuenca, Havana e Dakar ­– instituições que, como o Videobrasil, trabalham para desenhar um panorama mais diverso da produção global e constituir um circuito paralelo àquele centrado no eixo Europa-Estados Unidos.

Em um contexto de crise econômica e retrocesso político, o desejo de mapear a produção das regiões de passado colonial e revelar artistas de quem ainda não se ouviu falar o suficiente segue nos movendo. Para isso, mantivemos o mecanismo que é o fundamento de nossa pesquisa: a convocatória aberta, respondida nesta edição por mais de 2 mil artistas de 105 países.

Pela primeira vez, no entanto, experimentamos propor aos participantes, já na convocatória, o tema norteador Comunidades imaginadas, com esforço e criação de parcerias para alcançarmos a mais diversa gama de artistas, incluindo-se aí etnias indígenas em diferentes países e regiões.

A seleção envolveu um trio de curadores, críticos e professores com trânsito por campos como história da arte, arquitetura e educação: Alejandra Muñoz, Juliana Gontijo e Raphael Fonseca. Já os conteúdos foram desenvolvidos em colaboração com três curadores convidados: Gabriel Bogossian, Miguel Angel López e Luisa Duarte, que respondem pelo desenvolvimento das três plataformas que compõem a 21ª Bienal: o segmento expositivo, reunindo 54 artistas e coletivos oriundos de 28 países; os programas públicos, que se estendem até janeiro de 2020; e duas publicações.

Nesta edição, pela primeira vez ocuparemos o Sesc 24 de Maio, equipamento que oferece um oásis de lazer e de cultura – em uma arquitetura icônica no melhor sentido – à população plural de seu entorno, incluindo um contingente grande de refugiados. Para uma Bienal que se dispõe a examinar as repercussões, na arte, da onda nacionalista em curso no mundo – abrindo-se para comunidades sem Estado e sem nação, regidas por laços místicos e de origem , por migrações e dissidências –, não poderia haver espaço mais adequado.

Em meio às ameaças – renovadas diariamente – que pairam, nesse momento, sobre tantas liberdades e valores fundamentais, é um alento poder reiterar o elogio da diversidade, do pensamento que transforma e do exercício da cultura. Nesse sentido, somos mais gratos do que nunca ao Sesc São Paulo, cuja parceria torna possível realizar nosso projeto de inclusão de artistas relevantes e pesquisas necessárias em um circuito de visibilidade, fruição e troca.

 

Solange Farkas
Diretora Geral da Associação Cultural Videobrasil

Diretora Artística da 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil

TOPO

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